
Quando li Extraordinário, da R. J. Palácio, ainda no ensino fundamental, eu não fazia ideia do quanto essa história ia ficar comigo. No começo, parece “só” a história do August, um menino com uma deformidade facial que vai à escola pela primeira vez. Mas, conforme a leitura avança, dá pra perceber que o livro não fala só sobre ele, fala sobre a gente também.
O August é diferente, e o mundo faz questão de lembrá-lo disso o tempo todo. A escola acaba virando um espaço de julgamentos, olhares desconfortáveis e bullying. E o que mais chama atenção é perceber que essas atitudes nem sempre vêm exclusivamente da maldade, mas muito do medo do que foge do padrão, do que não é considerado “normal”.
O que mais me marcou foi como o livro ensina empatia de um jeito simples, sem parecer uma lição forçada. A autora alterna os pontos de vista, e isso muda tudo. A gente começa a entender que cada personagem está lidando com suas próprias inseguranças, seus erros, suas escolhas. Não tem um vilão específico, tem pessoas falhando, aprendendo e, às vezes, tentando ser melhores.
Extraordinário deixa uma mensagem muito bonita: quem realmente importa é quem gosta de você pelo que você é, e não pela aparência, pelo status ou pelo que você pode oferecer. As amizades verdadeiras e o apoio da família aparecem como um tipo de abrigo, especialmente quando o mundo lá fora não é tão gentil assim.
O livro também faz a gente repensar sobre o jeito de como olhamos para o diferente. Não com estranhamento ou distância, mas com mais atenção. Ser diferente não é ser pior, nem ser menos, é só ser único. E por que seria ruim, se é isso que nos torna Extraordinários?
No fim, é uma história que aperta o coração em alguns momentos, conforta em outros e ensina o tempo todo. Um livro que faz a gente prestar mais atenção nas próprias atitudes e lembrar que gentileza nunca é demais.
Talvez a verdadeira transformação comece quando a gente para de tentar encaixar o outro em moldes e passa, de verdade, a enxergar quem ele é. Porque, no fim, a verdadeira beleza está na coragem de existir como se é, em um mundo que insiste em moldar rostos, mas esquece de enxergar almas.
“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo”
Dedico esse texto à minha irmã.






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Mt bomm
👏🏻👏🏻👏🏻❤️